Incontinência urinária após prostatectomia robótica

O que é a incontinência urinária após prostatectomia robótica?
A incontinência urinária após prostatectomia robótica é a perda involuntária de urina que pode ocorrer após a remoção cirúrgica da próstata com auxílio de robô. Embora menos frequente do que em cirurgias abertas, ainda é uma complicação temida pelos pacientes.
Esse quadro está relacionado à manipulação do esfíncter urinário durante a cirurgia. A robótica oferece maior preservação anatômica, reduzindo o risco e acelerando a recuperação. Estudos da SBU e da EAU mostram taxas de continência superiores a 85% em 12 meses com técnica robótica.
Por que a incontinência pode ocorrer mesmo com a cirurgia robótica?
A incontinência ocorre porque a próstata envolve parte da uretra, próxima ao esfíncter responsável pelo controle da urina. Ao retirar a glândula, há risco de enfraquecer essa região.
Mesmo com a tecnologia robótica — que melhora a visão e a precisão do cirurgião — fatores individuais influenciam no resultado: idade, comorbidades, tamanho da próstata, técnicas de preservação do colo vesical e experiência da equipe.
Quais fatores aumentam o risco de incontinência após prostatectomia robótica?
Apesar da cirurgia robótica reduzir riscos, alguns fatores aumentam a chance de perda urinária temporária ou persistente:
- Idade avançada (acima de 70 anos).
- Prostatas volumosas (>80 g).
- Cirurgias prévias na pelve (ex.: RTU, radioterapia).
- Doenças associadas (diabetes, obesidade, tabagismo).
- Menor experiência da equipe cirúrgica.
O impacto desses fatores pode ser mitigado com técnicas modernas de preservação do colo vesical e programas de reabilitação precoce.
Quanto tempo dura a incontinência urinária após prostatectomia robótica?
A maioria dos pacientes recupera a continência urinária em até 3 a 6 meses. Casos mais complexos podem levar até 12 meses. Apenas 5 a 10% mantêm incontinência significativa após 1 ano.
Isso significa que a grande maioria dos homens volta a ter controle urinário, principalmente quando recebe suporte de fisioterapia pélvica e segue as orientações médicas corretamente.
Como funciona a recuperação da continência urinária?
A recuperação da continência depende de fatores cirúrgicos e da dedicação do paciente à reabilitação.
Etapas principais:
- Primeiras semanas: pequenas perdas de urina ao tossir ou se movimentar.
- 1 a 3 meses: melhora progressiva com exercícios pélvicos.
- 6 meses: maioria já continente.
- 12 meses: recuperação completa em até 90% dos casos.
A robótica acelera esse processo porque preserva melhor as estruturas nervosas e o esfíncter.
Quais estratégias ajudam na recuperação da continência?
A reabilitação é essencial. Entre as medidas mais eficazes estão:
- Exercícios de Kegel: fortalecem a musculatura do assoalho pélvico.
- Fisioterapia pélvica supervisionada: aumenta a taxa de recuperação precoce.
- Biofeedback e eletroestimulação: técnicas usadas em casos mais resistentes.
- Controle de peso e hábitos saudáveis: reduzem sobrecarga sobre a bexiga.
- Acompanhamento médico regular: ajusta estratégias conforme a evolução.
A cirurgia robótica reduz o risco de incontinência em relação às outras técnicas?
Sim. A robótica é superior às cirurgias aberta e laparoscópica na preservação da continência.
Tabela comparativa:
| Técnica | Taxa de continência em 12 meses | Tempo médio de recuperação | Risco de incontinência persistente |
| Aberta | 65–75% | 9–12 meses | 15–20% |
| Laparoscópica | 70–80% | 6–12 meses | 10–15% |
| Robótica | 85–95% | 3–6 meses | 5–10% |
Dados baseados em publicações da AUA (American Urological Association) e EAU (European Association of Urology).
Quais são os tipos de incontinência após a cirurgia robótica?
- De esforço: perdas ao tossir, espirrar ou levantar peso.
- Urgência: vontade súbita e incontrolável de urinar.
- Mista: combinação das duas anteriores.
- Persistente grave: raro, pode necessitar de tratamento cirúrgico adicional.
Quais opções de tratamento existem para casos persistentes?
Se a incontinência não melhora após 12 meses, existem soluções eficazes:
- Esfincter urinário artificial: padrão-ouro para casos graves.
- Slings masculinos: faixas que sustentam a uretra.
- Injeções periuretrais: menos invasivas, indicadas em casos selecionados.
- Reabilitação intensiva: associada a mudanças de estilo de vida.
Existe prevenção para a incontinência após prostatectomia robótica?
Sim. A prevenção começa antes da cirurgia:
- Treino pélvico pré-operatório.
- Controle de comorbidades.
- Escolha de equipe experiente.
- Uso de técnicas de preservação anatômica.
Quanto mais preparado o paciente chega ao procedimento, maior a chance de continência precoce.


FAQ – Perguntas frequentes
1. Todos os homens ficam incontinentes após a cirurgia?
Não. A maioria tem apenas perdas temporárias, recuperando controle em meses.
2. Quanto tempo leva para voltar ao normal?
De 3 a 6 meses em média, com até 90% recuperando a continência em 1 ano.
3. A idade influencia na recuperação?
Sim. Pacientes mais jovens recuperam continência mais rápido.
4. Fisioterapia pélvica ajuda?
Muito. Reduz o tempo de recuperação e aumenta taxas de sucesso.
5. A incontinência é definitiva em alguns casos?
Sim, em 5 a 10% dos homens pode ser persistente, exigindo tratamento adicional.
6. A cirurgia robótica é melhor para evitar incontinência?
Sim. É a técnica com melhores resultados funcionais.
7. O uso de absorventes é necessário?
Sim, temporariamente, até que o controle urinário seja recuperado.
8. Exercícios de Kegel funcionam?
Sim, especialmente quando feitos corretamente e sob orientação.
9. O peso corporal interfere?
Sim. Obesidade aumenta risco de perdas urinárias.
10. Posso voltar a trabalhar com incontinência?
Sim, mas recomenda-se ajustar hábitos até a recuperação completa.
11. Existe cirurgia para corrigir?
Sim. Slings e esfíncter artificial são opções eficazes.
12. A função sexual interfere na continência?
Não diretamente, mas preservação nervosa contribui para melhor qualidade de vida.
Considerações Finais
A incontinência urinária após prostatectomia robótica é uma complicação possível, mas geralmente temporária. A técnica robótica oferece taxas superiores de recuperação funcional, permitindo que a maioria dos pacientes recupere a continência em até 6 meses. Com reabilitação adequada e acompanhamento especializado, as chances de impacto duradouro na qualidade de vida são muito baixas.


Dr. Daniel HamplDr. Daniel Hampl é urologista e cirurgião robótico, com certificação internacional em cirurgia robótica (Da Vinci Surgery®), doutorado pela UERJ, observership no MD Anderson Cancer Center (EUA) e membro da SBU, AUA e EAU. Atua no Rio de Janeiro, com foco em uro-oncologia e preservação funcional em cirurgias minimamente invasivas.
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